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Piratas e Fantasmas, o competidor do futuro!


George e Arnaldo


Direito de Resposta: Sobre fantasmas, piratas, penetras, etc.

Nosso articulista e competidor, o professor Arnaldo, dando o devido “Direito de Resposta”, respeitando opiniões contrárias a sua, publica na íntegra carta recebida, cujo teor aborda um tema presente em seu último artigo. Leia, reflita e opine!

Boa noite Pai.

Ao ler seus artigos mais recentes no site da ativo.com, fiquei intrigado com a posição sobre os participantes fantasmas e gostaria de registrar alguns pontos para reflexão.

Desde pequeno, recebi dedicada instrução por parte de Pai, no que se refere a pratica de esportes, seja ele qual for, e que fosse praticado sempre com os devidos cuidados com relação à segurança e também a alimentação pré e pós atividade.

Nossos amigos participantes denominados “fantasmas”, que consomem a água dos competidores e atravancam o desenvolvimento e rendimento dos competidores oficiais, são exemplos do sucesso da instrução que recebi quando criança e também depois de adulto, para praticar o esporte no lugar certo e porque não, com o exemplo do meu queridíssimo Pai, em lugares onde a competição saudável e segura é possível.

A emoção que pude sentir ao participar como espectador e em outro momento como apoio (essa muito mais forte) criou em mim o sentimento que certamente compartilho com nossos amigos “gasparzinhos”, de querer participar, correr na pista com os atletas, suar a camisa, beber daquela água que parece ser mágica, pois fazem os atletas ultrapassarem as barreiras do cansaço.

Parece contraditório, dizer que esse sentimento de apego e libertação ao esporte deve ser guardado, e assim, permanecer apenas como espectador diante do clima maravilhoso que pude experimentar durante as poucas provas que te vi participar.

Acredito que os organizadores dos eventos, deveriam colocar-se a pensar naquilo que pregam em relação ao esporte. Perceber que os “fantasmas” de hoje são “vencedores” de amanhã.

Oferecer mais água, inclusive para os espectadores, além de condições para a participação desses “fantasmas” e suas famílias, com preços reduzidos e cotas gratuitas numa possível categoria que poderia muito bem ser chamada de “diversão”.

Quem sente a emoção de fazer um downhill, ou uma trilha de mountain bike na companhia dos amigos, com paisagens lindas e momentos inesquecíveis, certamente passará adiante aquilo que recebi do meu pai e que hoje o vejo passar a meu filho.

Acho que temos de cobrar mais postura dos organizadores das competições, pra oferecer mais recursos ao atleta, à platéia, aos futuros competidores e aos amantes do esporte que assim como eu, tem de trabalhar e apenas sonhar em participar de eventos como estes.

Abração.

George.